Movimento inspirador de evento influencia cultura e negócios
24/07/2010
Fonte: Zero Hora
Quem ouve falar em software livre pode pensar que os ideais do
movimento se restringem aos computadores, programadores e usuários.
Engana-se. Os mesmos princípios por trás do fórum que reúne mais de 4
mil pessoas na Capital aparecem em outras áreas da sociedade.
O evento, que se encerra hoje na PUCRS, reúne debates que vão além da técnica.
–
A ideologia não está só na questão do software. Se todo o conhecimento
de livros e outros produtos fosse livre, mais pessoas teriam acesso –
defende o analista de sistemas Silvio Palmieri, 35 anos, embaixador do
sistema operacional OpenSUSE na América Latina e um fã do movimento, que
tem o mascote Tux, pinguim símbolo do software livre, tatuado no braço.
No
campo da cultura, por exemplo, o software livre inspira uma das
alternativas à licença Copyright, presente em CDs, filmes e livros, e
que proíbe a cópia desses produtos. A ferramenta de licenciamento
Creative Commons, criada por inspiração no software livre, dá aos
autores a possibilidade de criar regras mais flexíveis para o uso dos
seus trabalhos. A liberdade de cópia é uma delas.
– No Copyright,
mesmo que você tenha o CD comprado, não pode copiar a música para o seu
iPod (tocador portátil de MP3), e isso nem está escrito no CD. Nas
obras com a Creative Commons é bem mais claro o que é ou não permitido –
exemplifica Carlos Affonso Pereira de Souza, do Centro de Tecnologia e
Sociedade da FGV.
GUILHERME NEVES
Fonte: Milenium Informática |