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Benefícios sociais e econômicos do Software LivreAutor: Jiyan Yarijeannms @ig.com.br 10/04/2005 Conceitos como livre transmissão e disseminação do conhecimento, liberdade digital e inclusão digital, são os componentes principais para as pessoas sem acesso à tecnologia e nações totalmente excluídas deste processo, pois consolidam a inclusão e dão a oportunidade a estes países de desenvolverem sua capacidade tecnológica e criarem seus próprios parques tecnológicos, promulgando sua independência dos países dominadores que os exploram tecnologicamente, passando a produzir sua própria tecnologia e o que é mais importante, deixando de emitir reservas para o exterior em forma de Royalties (pagamento de "direitos" de uso de patentes, produtos registrados e copyrights), revertendo portanto este capital todo, que é bastante significativo, para a sua população, transformando-se em benefícios como saúde, geração de empregos, infra-estrutura e qualidade de vida; exemplo claro disso é o Brasil, que paga anualmente algo em torno de 2 bilhões de dólares (Governo Federal) em Royalties como direito de uso de Softwares; imaginem os benefícios que esse capital poderia trazer a cerca de 75 milhões de sofridos e carentes brasileiros. Enganam-se os que acreditam e pregam a apocalíptica idéia de que o advento do Software Livre – SL, irá destruir a Indústria do Software e que as empresas produtoras de software e de conhecimento irão "quebrar" e que todos os programadores do mundo "irão perder seus empregos" e que os recursos nesta área deixarão de existir devido a ausência de investimentos por parte do setor corporativo; o que irá deixar de existir e que sofrerá ruptura será o modelo onde a exploração e dependência dão lugar a um novo modelo de negócios, em que a cooperação e a disseminação do conhecimento irão estimular e criar a demanda por um mercado cada vez mais emergente e crescente de softwares e seus serviços. Atualmente estima-se em 12% o número de usuários de internet no país (Gartner Group), imaginem o que o mercado expandirá, tanto em empregos quanto em serviços, até este número atingir 100% da população, o qual será muito oneroso com a atual modelo, onde paga-se alto pelos softwares, pela sua utilização, manutenção e atualização, quando utilizando-se SL haveria apenas os gastos com a prestação de serviços (leia-se geração de empregos). Portanto esta é uma questão a qual devemos refletir profundamente para que possamos desenvolver nossa capacidade e vocação na produção de softwares, baseado sempre no modelo de SL que será o padrão de um novo mercado. Jiyan Yari Cientista da Computação pela UEMS, com Esp. em Gestão em Ciência e Tecnologia pela UFMS, Esp. em Administração de Redes Linux pela UFLA e Mestrando em Inteligência Artificial pelo Departamento de Engenharia Elétrica da UFMS. Presidente da ENEC – Executiva Nacional dos Estudantes de Computação e membro do PSL-MS. |
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